domingo, 14 de outubro de 2012

Latin Girl

Beatriz Piaf Nunes, eis a protagonista desse sonho, um sonho de qualquer belieber prestes a completar dezesseis anos.
Beatriz estava na sala de sua casa enquanto seu pai estava no telefone falando com a coordenadoria dos shows de Justin Bieber.
Bia, como gostava de ser chamada, morou na Califórnia por seis anos seguidos, voltando pro Brasil quando tinha sete, vivendo então, no Brasil. Aprendeu lá um pouco da cultura estrangeira, e hoje tinha sua vida estabilizada no Brasil.
Seu pai Paulo era um grande administrador de empresas. Quando Bia tinha um ano, recebeu uma proposta de emprego ótima no exterior e embarcou em um avião sem saber como seria sua vida.
A empresa abriu uma filial no Brasil, no Rio de Janeiro, e, por saber falar português bem, foi o escolhido pra ser o gerente da empresa. Assim, voltou ele e a família pro Brasil. Bia era filha única. Por enquanto. Sua mãe, Michelle estava grávida de dois meses de um menino.
Paulo desligou o telefone sorrindo, o estomago de Bia revirou totalmente.
– Tudo certo, ele vem! – Seu pai sorriu e ela não pode conter o sorriso até voar em cima de seu pai, enchendo-o de beijos.
– Pai, obrigado, você é o máximo! – Ela sorria incontrolavelmente.
Bia era definitivamente uma belieber de sorte. Teria uma exclusiva apresentação de Justin Bieber em sua festa de dezesseis anos. Uma noite com o astro teen. Ele seria seu príncipe aquela noite, e certamente, ela estava se sentindo uma princesa naquele momento.
Não se conteve a ligar pra sua amiga Mariana e contar tudo sobre seu baile de Debutante naquele exato momento.
Mas voltando a tudo, ela ainda tinha quinze anos e faltava exatos seis meses pra sua festa. Festa que por sinal, foi adiada uma semana só pra ter Bieber lá.
Ela certamente queria dormir e acordar uma semana antes da festa.
***
Era um quinta feira chuvosa, agora sim faltava apenas uma semana pra sua festa. Durante o tempo desde a ligação, ela se preocupou em escolher o melhor vestido, melhor decoração, melhor discoteca. Esteve presente em todos os pequenos momentos. E hoje, estava entrando no salão de festas com a decoradora e sua mãe a tira colo.
– Ali vai ficar o palco, no inicio da pista de dança. Aos lados vão ficar barmans servindo drinks. – Ela explicava detalhadamente como queria tudo.
– E as caixas de sons?
– Quero caixas de sons elevadas, não sei como, apenas não as quero no chão. Cortina vermelha no palco e tapete vermelho pela escadaria do palco que o Bieber vai ficar.
– Ok. – A decoradora processava todas as informações detalhadamente.
– Quero chuva de faíscas uma em cada canto do palco, no chão.
– Ok. – Novamente a decoradora anotava tudo em um papel.
– Atrás do palco quero um cantinho pra me arrumar, aí ninguém me vê.
– Então o palco não vai ficar encostado a parede?
– Não, mas o espaço não precisa ser grande. Suficiente pra eu e o Bieber nos trocarmos. – Ela sorria, tinha tudo pronto em sua cabeça.
– E os acessórios da festa, onde serão guardados?
– Divide metade com cada barman. Aí o pessoal vai lá e pega com eles o que quer.
– Ótimo! – A mãe dela deu uma primeira palavra. Positiva. O que era bom.
– Mesas com toalhas brancas e longas, cobrindo os pés da mesa, por cima a menor toalha vai ser lilás, quero um aquário com um peixe dourado em cima de cada mesa.
– Lilás filha? – A mãe agora não tinha comentários tão agradáveis.
– Como? – A garota pensara que a mãe não havia gostado.
– Só lilás, sem um rosa ou um roxo?
– Roxo, pode ser! O Bieber gosta de roxo. – Ela sorriu.
– Lilás com roxo então?
– É – A garota assentiu.
– Que mais?
– Na recepção, fica o meu quadro. A decoração fica a teu critério. Quero tochas uma em cada lado da porta de entrada.
– Ótimo. – Decoradora sempre achava tudo ótimo, quanto mais coisas, mais caro ficava tudo mesmo.
– Quero um segurança com a lista de convidados. Armado de preferência. – Ela sorriu maléfica. – Imagina se tentam entrar por causa do Beebs. – Ela pensara alto.
– Filha, não viaja. Nem seus convidados sabem do Justin. Ele vem meio que escondido de todo o mundo, você sabe.
– É, mas é melhor prevenir.
– Você está certa mesmo filha. – A mãe sorria.
– Ah! E você não pode contar a ninguém do que estamos conversando. Ok? – Ela olhou séria pra decoradora.
– Segredo sagrado.
– Exato! – A garota não conseguia conter o sorriso.
– Certo.
Nesse momento, entrou uma moça dentro do salão. Estavam as três posicionadas no meio, olhando de todos os ângulos o que podia ser feito. Ela se apresentou, era a dona do Buffet. Bia logo começou a dizer tudo que queria.
– Os salgadinhos tem que ser quentes, fritos na hora. Quero os garçons vestidos a caráter.
– Ok. – A dona do Buffet já pegava um papel pra anotar tudo.
– Quero o queijo escorrendo quentinho nos palitinhos. – Ela gargalhou olhando pra mãe. – Ele gosta assim. – Ela sorriu, a mãe entendeu de quem a garota falava.
– Todos os tipos de doces possíveis. Quero uma mesa de doces com cascata de chocolate ali. – Ela apontou pra um canto do salão. – Cascata de chocolate branco e preto, e claro. Morangos espetados em palitos. – Ela amava morango com chocolate, tanto preto como branco.
Novamente a dona do Buffet anotava tudo.
– O bolo vai ser de chocolate preto e branco também, com bombons e sem merengue, cobertura de nata de chocolate. – Ela lambeu o lábio inferior. Já imaginando.
– Filha, estamos nos atrasando. – A mãe alertou.
– Mais cinco minutos mãe. – Ela sorriu, a mãe assentiu. Então, ela prosseguiu. – Façam o que acharem conveniente, apenas, atendam meus pedidos, e eu vejo vocês no dia. – Ela sorriu agradavelmente, despedindo-se das duas mulheres que ainda ficaram discutindo algumas coisas.
Bia e sua mãe caminharam até seu Audi R8 e saíram pelas ruas. Indo até um salão de beleza. Ambas marcaram horários ali, rapidamente. Depois seguiram no carro até um hotel.
Entraram ali e foram até a recepção.
– Justin Bieber. – Bia sorriu, perguntando pra recepcionista qual o quarto do astro.
– Identidade por favor? – A garota foi conveniente, imagina se uma fã doida descobrisse o astro aqui? Ela passou sua identidade pra moça e ela e sua mãe subiram até a cobertura, onde tinha uma piscina e algumas cadeiras. O coração de Bia batia forte.
Justin estava em seu quarto vendo vídeos de funk e tentando dançar parecido de como se dançava aqui. Ele não queria fazer feio. Ele não sabia como era a garota, de maneira alguma ele tinha idéia de como seria ela. Mas não se importava, realmente, apenas queria que a festa dela fosse especial, assim como ele se sentia especial pra ela.
O telefone do seu quarto tocou, a recepcionista avisou que a garota já estava subindo até a cobertura.
Justin calçou os tênis, ele usava uma calça jeans preta e uma camiseta de manga curta roxa. Estava sem boné, sem óculos. Completamente não camuflado.
Fechou a porta do quarto onde estava – pela primeira vez sozinho, afinal, Chaz, Ryan e Chris foram convidados, mas só chegavam na véspera. – e foi até a cobertura. Encontrou uma garota com longos e brilhantes cabelos morenos, e uma mulher mais velha, que deduziu ser a mãe da garota, também de cabelos escuros, com corte em tamanho mediano.
– Oi. – Justin sorriu, ambas se viraram.
Bia estava em choque, ela olhava pra Justin com a boca entreaberta, percorria cada traço do garoto com seus olhos negros. Ele olhava pra ela esperando uma reação do tipo “JUSTIIIIIN BIEBEEEER, então a garota corria e agarrava no seu pescoço – então, naquele momento ele pode ter certeza de que as brasileiras eram exatamente como ele presumia, lindas. Isso incluía Michelle, que olhava sorrindo pro garoto, também esperando uma reação de Bia.
A reação dela foi simples e singela.
– Oi Justin... – Ela deu uma pausa e suspirou. – Bieber. – Ela caminhou na direção do garoto e estendeu a mão a ele.
Não muito contente ele tocou a pele suave dela, e a puxou pra um abraço caloroso.
Ela apenas podia pensar ‘eu estou sendo abraçada por Justin Bieber’ e foi retribuindo o abraço com carinho enquanto a ficha ia caindo.
Justin largou a garota, ele ainda estava um pouco em transe, queria poder olhar cada traço delicado do rosto da menina por semanas ininterruptas.
– Olá. – Ele sorriu pra Michelle que já foi logo abraçando Bieber.
– Oi. – Bieber sorriu a segurando em um abraço apertado, tal fez com a filha.
– Você é mais bonito que nos pôsteres do quarto da Bia. – Michelle sorriu em uma atitude que fez Bia olhar pra ela com ar de brava, com o rosto na cor de pimentões vermelhos de tão corada.
Justin abriu um longo sorriso. Ele havia preparado uma surpresa pro aniversario dela. Estava ansioso, tanto quanto Bia.
– Filha, você ta bem? – Michelle perguntou pra Bia, que estava branca como um papel. Justin levantou da cadeira que se sentara e saiu correndo.
– É o Justin Bieber mãe. – A garota gritara eufórica, sua ficha finalmente tinha caído. – Onde ele foi? – Ela olhou pra porta que dava pra fora da cobertura e ele já estava voltando com um copo de água pra garota.
Ele ficou preocupado, ela realmente estava pálida, parecia que ia desmaiar.
– Isso é a tal Bieber Fever? – Perguntou Michelle olhando pra Justin e rindo. Ele riu junto. Bia bebia a água gelada que ele trouxera.
– Bom, Justin. – Ela sorriu.
– Jus. – Ele sorriu de volta, a interrompendo.
– Jus. – Ela assentiu. – Você só vai aparecer a meia noite. – Ela fez uma cara triste. – Você estará em uma cadeira no palco. De costas – Ela sorriu. E seguiu lhe contado como seria a surpresa.
Ficaram por um longo tempo os três conversando. Justin estava feliz por a garota entender absolutamente tudo que ele falava, não importando a rapidez. E Michelle também.
Eles desceram o elevador juntos, parando no hall pouco movimentado. Justin estava de costas pra posta.
– Ei, Justin. – Michelle o chamou, ele estava distraído com um cachorrinho que passeava com uma madame ali dentro. Ele se virou rapidamente pra ela, saindo do transe. – Se você quiser, pode pegar suas malas e ir pra nossa casa, é mais confortável e você não ficara sozinho. A casa é grande e na véspera seus amigos podem ir pra lá também. Se você quiser, claro. – Ela falou tudo rapidamente, sem tempo pra respirar.
– Nossa, essa me pegou de surpresa. – ele sorriu sem graça. – Não sei se é uma boa. – Ele olhou pra Bia que naquele momento olhou pro chão, desapontada. – Não quero atrapalhar ninguém. – Ele sorriu, tímido.
– Justin, não é incomodo. Se quiser, eu posso falar com sua mãe. – Michelle sorriu.
– Bom, eu vou. Mas eu realmente gostaria que a senhora conversasse com a minha mãe. – Ele sorriu novamente. – Ela não está acostumada a estar ausente nas minhas viagens. Mas infelizmente ela está ocupada com minha tia hospitalizada.
– Nossa, melhoras pra ela. – Bia sorriu, dando o seu ar gracioso a conversa.
– Obrigado. – Ele piscou o olho pra Bia. – Vou subir e pegar minhas malas. – Ele caminhou em direção ao elevador. – Não voou demorar mais de cinco minutos, está tudo arrumado ainda. Tem como me esperarem na saída dos fundos? – Ele sorriu, e o elevador abriu, o engolindo lá pra dentro.
Michelle e Bia foram em silencio até o carro. Fazendo a volta no quarteirão e parando na saída de emergência do hotel. Justin chegou lá com as malas cerca de dois minutos depois. Colocou-as na mala do carro junto com Michelle e entrou no banco de trás do carro. Michelle dirigia e Bia ia no carona.
Ele olhava atento pela janela.
– É uma cidade linda. – Ele sorria. Enquanto passavam pela orla de Copacabana.
– É sim Justin, você vai adorar aqui. – Michelle olhou seu rosto inquieto pelo espelho do carro.
Ele seguia olhando tudo, casas, edifícios, subways, garotas de biquíni perto da praia. Ele definitivamente achava estar no paraíso.
Chegaram até a casa de Bia, um enorme casarão de três andares. Cujo andar de baixo era a piscina, com um salão de jogos e de festa, mais churrasqueira e estacionamento. No pavimento acima, era o primeiro pavimento de casa mesmo, onde ficava a sala e a cozinha, um banheiro, uma área de serviço e o quarto do casal.
No pavimento acima, ficava apenas o quarto de Bia e quartos de Hóspedes da casa. Um lavabo no corredor, e uma enorme sacada pro fundo da casa. Fundo da casa onde os cachorros, dois pitbulls brincavam correndo de um lado pro outro, como bebês. E uma quadra de futebol estava li. Tinha tabelas de basquete, rede pra vôlei e tênis.
E acreditem, tinha um elevador pra tudo isso.
As malas de Justin – três pra especificar – ficaram no quarto em frente ao quarto de Bia. Justin olhou todos os cantos da casa atento com Michelle andando ao seu lado e apresentando tudo.
Bia ligava urgentemente pra Mariana. Ela não conseguia não contar as melhores coisas pra melhor amiga.
– Estarei na cozinha fazendo um lanche pra vocês. – Michelle sorriu, saindo de dentro quarto e parando na porta. – Quando você descer ligamos pra sua mãe, ok? – Ela sorriu, acenando pra ele que retribuiu. Ela desceu até a cozinha onde preparava – lê-se comprava – algo pra eles comerem por telefone.
Justin olhou os quatro cantos do quarto, uma cama king size de casal com lençóis vermelhos vibrantes contrastavam com as paredes brancas. Um puff preto estava no canto oposto da cama. E as almofadas em cima da cama tinham como estampa a de zebra.
Ele achara o quarto legal. Tinha uma escrivaninha, um closet, um banheiro simples com toalhas limpas e cheiro de lavanda. Tirou as roupas das três malas e colocou-as no closet com um pouco de não importância em amassá-las. Portanto, eu estou dizendo que ele as atirou ali. Colocou seu notebook na escrivaninha preta que estava perto do puff, seu iphone do lado, e as malas ele acomodou em um canto do closet. Perto dos seus tênis e o sapato que ele trouxera pra usar na festa.
Ele pegou uma bermuda e uma camiseta, era meados de janeiro, estava realmente calor. Entrou no banheiro e se despiu, ligando o registro e deixando a água quase fria cair sob seu corpo.
Justin já tinha visto calor, mas claro, nenhum se comparava ao calor brasileiro, era literalmente tropical, tinha um ar quente, diferente de Atlanta. Ele sonhava acordado em cair naquela enorme piscina no térreo.
Ele desligou o registro e secou seu corpo, colocou sua cueca box em um tom de azul escuro, uma bermuda do tipo tactel, a sua camiseta de algodão do New York Yankees, e estendeu a toalha no suporte da mesma, ali ela secaria. Saiu caminhando descalço pelo quarto, ele adorava fazer isso em sua casa, porem sua mãe não gostava muito.
Abriu a porta do quarto, ouviu barulho de piano. Sorriu e seguiu o som que vinha do quarto de Bia.
Bia estava distraída apertando algumas notas do piano. Ela aprendera quando pequena, e hoje tocava musicas da Lady Gaga e até Black Eyed Peas. Ela adaptava tudo pro piano. Fora isso ela tocava violão, mas não o amava tanto quanto ao piano.
Ele olhou o quarto assim que parou na porta, era realmente enorme. Uma cama de casal desarrumada, com lençóis rosa Pink brilhando em cima da cama e algumas almofadas de oncinha ali.
Tinha um piano em um violão do outro lado. O quarto era gigante. O notebook dela estava o lado da cama, ligado. Ela tinha pôsteres dele perto da cama, o que fez ele sorrir, encantado com a musica que ela tocava, algo brasileiro que ele não entendia.
Uma enorme mesa com folhas e lápis de cor espalhados perto da porta de entrada, alguns desenhos em um mural em cima dessa mesa.
E mais algumas coisas estavam por ali também, roupas, cremes, perfumes, alguns esmaltes e bolsas pelo quarto. Não era bagunçado, pelo contrario, totalmente arrumado.
Ela apenas não teve tempo de arrumar a cama naquele dia.
Ele virou de costas ainda ouvindo as ultimas notas da musica e desceu as escadas rápido. Ainda se perdendo por elas. Afinal, havia subido de elevador. As escadas eram no canto oposto. Ele olhou em algumas portas e enfim achou a cozinha. Entrou, Michelle sorriu, estava com alguns sacos de papel intitulados como do MC Donalds.
– Justin, me passa o numero da sua mãe. – Ela sorriu e ele lhe disse. – Enquanto eu falo com ela, chama a Bia pra vocês comerem? – Ela sorriu. Ele assentiu.
Justin tornou a subir as escadas, entrando no quarto da Bia, que agora estava olhando atenta pra tela do seu Notebook.
– Hey. – Ele sorriu, parado na porta.
– Entra Justin. – Ela sorriu, largando o computador ao lado dela, em uma mesinha com um abajur.
– Jus. – Ele voltou a corrigi-lá.
– Jus. – Ela assentiu, como havia feito antes.
– Sua mãe está chamando. Fast-Food. – Ele piscou o olho e estendeu a mão pra ela. Ela segurou na mão dele, ambos tiveram calafrios com o toque das peles. Desceram rápido. Entrando na cozinha, que agora fora mais fácil de localizar com Bia perto.
– Tudo ok com sua mãe Justin. Ela lhe mandou um beijo. – Michelle sorriu.
– Obrigado por ligar.
– Merece querido. – Ela sorriu abrindo a geladeira.
Colocou o refrigerante na mesa e ambos lavaram as mãos no lavabo do corredor. Sentaram-se à mesa da cozinha e os lanches foram colocados na mesa. Batatas fritas, nuggets e big macs para os dois, pra não dar briga. E claro, como se não bastasse, um mc cheddar pra cada um.
Os dois ficaram comendo em silencio, Justin se sentia desconfortável.
– Hey, eu sou uma pessoa normal. – ele sorriu. – Você não precisa ter vergonha de falar comigo. – Ele sorriu de novo, inseguro do que estava falando.
– Eu não sei Justin.
– Jus.
– Ok, Jus. Você é o Justin Bieber. Eu tenho pôsteres seu no meu quarto e agora você está aqui. Isso não pode ser sério.
– É sério. – ele disse, tomando um gole do refrigerante.
– Desculpa. – Ela abaixou a cabeça.
– Não peça. Apenas não me trate como se eu fosse uma celebridade estúpida e mesquinha. – Ele fez cara de nojo, fazendo ela rir.
– Tudo bem. – Ela sorriu mais pacifica.
– Oh. My. Bieber. – Mariana disse, parada na porta da cozinha. Bieber se virou ao ouvir seu sobrenome. Mas ao contrario de Bia, sua reação foi diferente. Ela começou a gritar e voou em cima do Justin. Cômico, se não fosse trágico. Ela o derrubou da cadeira, e sortuda, ainda caiu em cima dele.
***
Depois da tarde agradável que os três passaram juntos, estavam só Justin e Bia olhando televisão na sala, o clima estava propicio a outras coisas. A casa estava escura e os pais da garota já tinham ido dormir.
Assistiram juntos Friends e depois subiram. Ele entrou no quarto dele enquanto ela ia tomar banho no dela. Ele ligou a televisão, Ela tirou a roupa. Ele mudou de canal, Ela ligou o chuveiro. Ele achou algo que o agradava na TV a cabo, Ela sentiu a água morna tocar seu corpo. Ele gargalhou com uma piada, Ela se vestia.
Ela penteou seus cabelos e saiu do seu quarto, batendo na porta do quarto de Jus e ouvindo um ‘pode entrar’ como resposta. Ela avançou pelo quarto e percebeu o quão mais bonito ele ficava com Justin deitado em cima da cama de cobertas vermelhas.
Ele sorriu, arredando o corpo na cama para a garota sentar. Ela sorriu de volta, sentando ao lado dele e olhando pra televisão.
– De onde vem o inglês tão perfeito? – Ele sorriu, olhando os profundos olhos negros da menina.
– Morei anos na Califórnia. – Ela sorriu de volta, corando quando seus olhos encontraram os olhos cor de mel do garoto.
Ela queria apenas uma noite com ele, e teria sete. Era maravilhoso demais.
Ambos ficaram conversando por um longo tempo, Justin tinha vontade de agarrá-la ali. Ela tinha a mesma vontade.
Ele pensara que ela era a brasileira mais linda que já vira. Seu coração acelerava quando perto dela. Ela, pensava que ele era muito melhor do que na TV e nas revistas, e era um fofo educadíssimo.
Ela voltou pro quarto dela depois de da boa noite pra ele e deitou-se em sua cama ainda bagunçada. Ficara pensando o quão gentil ele era e que seu sonho não poderia ser melhor, e não era literalmente um sonho, era real. Muito real.
Ele deitou a cabeça no travesseiro fofo e ficou pensando nos olhos da garota ao olhar pra ele pela primeira vez. Ele podia apenas abrir a porta e correr pro lado dela, mas preferiu dormir.
***
Estavam ambos na mesa do café da manhã com o pai e a mãe de Bia. Seu pai nem se importara em ter um hospede garoto em casa, principalmente se fosse pra sua filha amada. A garota estava feliz, portanto, ele também.
A mesa estava lotada de pães, cereais, frutas. Tinha suco, leite. Coisas gostosas pra um ótimo café as oito e meia da manhã. Ambos iriam até o salão verificar o andamento da decoração.
Saíram ambos no carro, Michelle dirigia escutando musica na radio local. Justin tentava entender algumas palavras balbuciadas na musica em português, mas fora em vão.
Seu iphone vibrou no bolso da sua calça. Era sua mãe. Conversaram por um longo tempo, um sentia saudades do outro, muita saudades. Justin desligou o telefone sorridente com o telefonema.
– Michelle. – Ele sorriu corando.
– Diga querido! – Ela sorriu sem desviar os olhos do transito.
– Meus amigos conseguiram um vôo pra amanhã cedo. Então, acho que eu vou voltar pro hotel. – ele disse, não queria incomodar ninguém.
– De jeito nenhum Justin. O convite pra irem a minha casa ainda está de pé.
– Mas... – Ele tentara pensar em uma explicação.
– Sem mas. – Ela riu.
– Tudo bem, obrigada. – Ele sorriu, ligando de volta pro Ryan e contando tudo.
Justin tinha um enorme carinho pelo Somers e pelo Beadles, mas o Butler realmente era o seu melhor amigo. Ambos cresceram juntos, estudaram juntos. E hoje, nas turnês, Ryan é o que mais pode ir junto. Afinal, de todos é o único que já acabou o ensino médio. Escolher conhecer o mundo ao lado de Justin ao fazer uma faculdade.
Estacionaram o carro no meio fio da calçada. A rua estava movimentada. Justin usava uma camiseta de mangas curtas, uma calça jeans e um all star; Usava um boné na cabeça e um óculos escuros.
Algumas garotas ficaram olhando. Mas nenhum alarde ocorreu ali.
Entraram os três no salão, o palco estava sendo montado, havia um estreito camarim atrás do palco, dividido por uma cortina grande. De um lado, ficaria Justin pra trocar de roupa e se preparar. Do outro lado, era onde ela trocaria de roupa.
Caminharam pela extensão do tapete vermelho olhando pra todos os cantos.
A decoradora e a dona do Buffet não estavam ali. Apenas o dono do salão, amigo do pai de Bia, que não contaria nada sobre Jus a mídia.
Saíram de lá e foram até a loja de vestidos onde Bia encomendara o seu. Seu vestido era um corpete roxo, com a parte da cintura pra baixo lilás, rodadinho e curto. Na hora da valsa, era apenas incrementar a saia rodada e prendê-las em alguns fechos que tinham na divisão do roxo com o lilás. A parte rodada era branca com pedrarias roxinhas. Rapidamente, um vestido curto virava longo. Estava tudo programado.
De lá foram pra casa e almoçaram uma comida que a empregada fizera. No dia anterior ela estava de folga.
Estavam agora, todos sentados na sala assistindo o telejornal atentos. Vai que aparece algo sobre o Justin na tela da televisão. Justin, por sua vez não entendia absolutamente nada do que o jornalista falava, então, olhava atento pro seu iphone twittando.
O jornal acabou e o pai de Bia foi pro trabalho. Sua mãe foi pro quarto e ambos subiram pro quarto de Bia.
– Preciso aprender algumas coisas em português. – Ele sorriu. – Me ajuda?
– Claro. – A garota sorriu simpática. – Senta aqui. – Ela bateu na cama e Justin sentou perto dela.
Ambos passaram absolutamente toda a tarde estudando algumas palavras em português, a noite caiu e um lanche foi servido a eles no quarto pela empregada. Ambos comiam enquanto tentavam conversar em português.
Justin era esperto, aprendia tudo muito rápido. Em poucas horas ele já pronunciava frases feitas em português e tentava conversar com Bia. Bia estava feliz por ser útil.
Ambos entraram a noite em aulas de português. Justin estava deitado aos pés da cama de Bia, encostado em algumas almofadas enquanto Bia estava encostada a cabeceira com seus travesseiros em suas costas.
Adormeceram os dois ali, sendo ambos acordados pela Michelle, que riu ao entrar no quarto e ver um pra cada lado. Ela na cabeceira, ele atravessado aos pés da cama. Ela sacudiu Justin primeiro que olhou a sua volta e viu Bia dormindo. Ele levantou e foi até o seu quarto, tomando um banho rápido. Eram cerca de seis e meia da manhã. Ele estava caindo de sono.
Bia foi chacoalhada pela mãe e fez o mesmo que Justin, foi pro seu banheiro tomar um banho pra acordar. Quando ela desceu as escadas, Justin já estava na sala sentado. Ambos entraram no Audi de Michelle e foram até o aeroporto. Justin se sentou de cabeça baixa em uma das poltronas e esperou o vôo de Atlanta chegar.
O vôo foi anunciado como o ultimo pouso do aeroporto e ele foi buscar seus amigos, Bia ficou esperando com Michelle no saguão.
Logo, Justin veio com seus amigos até elas e todos trocaram cumprimentos e algumas palavras. Os meninos entraram no carro de Michelle e Bia e Justin foram em um taxi logo atrás com as malas do garoto.
Bastou estarem todos reunidos na volta da mesa pro almoço, que Bia sentiu que ali, ela havia feito amigos pra vida toda.
***
Era véspera da tão esperada festa. Bia saiu com sua mãe cedo, Michelle entrou no carro acomodando a enorme barriga de oito meses de gravidez perto do volante. Fez a ultima prova de seu vestido e foi ao salão checar a decoração pra enorme festa com cerca de 600 convidados entre familiares, amigos da Bia, as amigas de Michelle e os colegas de trabalho de Paulo.
Justin estava em casa, estavam os quatro amigos reunidos no quarto comendo sanduíches feitos pela empregada e olhando algum canal de TV a cabo. Durante a semana ele continuou tendo aulas de português e hoje repassara algumas palavras com seus amigos pra que os mesmos não se sentissem tão perdidos. Justin foi tomar banho, enquanto os outros meninos ficaram assistindo televisão.
Bia chegou em casa depois de uma manhã conturbada e cheia de compromissos. Estavam todos reunidos em volta da mesa esperando a empregada trazer o almoço. Conversavam como se já se conhecessem há anos e anos. Depois que a família Piaf voltou da Califórnia, a língua estrangeira nunca havia sido tão falada naquela residência como estava sendo.
Almoçaram todos combinando uma ida secreta ao shopping naquela tarde, os meninos precisavam de roupas pro aniversario.
Bia subiu pro seu quarto e tomou um banho, se aprontando pra irem ainda nas primeiras horas da tarde quando o movimento do almoço já não era tanto e o da tarde não havia chego.
Cada um dos meninos foram se arrumar e cerca de meia hora depois se encontraram todos na sala. O carro de Paulo, um esportivo, estava agora sendo dirigido por Justin.
Foram até o shopping mais próximo, os meninos ficaram no quarto enquanto a Bia subiu pra verificar a movimentação. Ela comprou Milk shakes na filial do Bob’s que tinha ali e foi até o carro. Entrou.
– Somers, Butler. Pra vocês. – Ela sorriu lhes entregando os milks shakes, um pra cada.
– E nós? – Proferiram Chris e Jus ao mesmo tempo.
– Somers, Butler. Vocês ficam no carro. Eu vou com o Beadles e o Bieber comprar o que temos que comprar, depois eles ficam no carro e vocês vão comigo. Ok?
– Motivo? – Ryan olhou sorrindo. No fundo ele só queria saber porque ela chamava eles pelos sobrenomes.
– Não chamar tanto a atenção. – Ela sorriu e os três saíram do carro. Deixando Ryan e Chaz lá dentro, ouvindo a rádio local e tomando Milk shake. E claro, se distraindo com as garotas que saiam do shopping. Embora os dois tenham sido comportados e tenham ficado atrás dos vidros fumês do carro pra não serem descobertos.
Bia subiu com Justin e Chris até a loja de roupas sociais. A loja, obviamente estava vazia, já que Bis havia pago a funcionaria pra ficar calada. Entraram os três pela porta do lado da loja enquanto as persianas ainda estavam fechadas, mostrando que a loja ainda estava fechada pro almoço. Os meninos tiraram fotos com ela, e experimentaram os ternos.
– Fiquem aí. – Ela sorriu, saindo pela porta do lado. – Comportem-se.
Ela voltou ao bob’s e pediu mais dois milks shakes, que foram colocados em uma sacola. Ela voltou pra loja pra resgatar os meninos.
– Se você abrir o bico, você vai ver o que o dono da maior loja desse shopping faz com você. – Bia falou séria.
– Seu Paulo? – A garota questionou Bia quanto a seu pai.
– Ele mesmo, quer que o chame?
– Não, não falarei nada não.
Os três saíram de cabeça baixa e em silencio.os meninos entraram no carro e ela deu o Milk shake deles a eles.
– Vez do Somers e do Butler. – Ela sorriu. Eles saíram do carro e foram pra loja. Mesma coisa de antes, entraram pela porta do lado, tiraram fotos, experimentaram e saíram.
– Meu pai passa aqui mais tarde pra retirar as mercadorias e conversar com você. – Bia falou, séria e se retirou. – Obrigado pelo atendimento. – Ela proferiu acenando pra garota. E se foram pro carro, voltando pra casa. Passaram a tarde na piscina junto com Mariana, a melhor amiga de Bia.
Bia estava indo até o banheiro pegar toalhas limpas, no quarto de hospedes, com a porta recostada, Mariana e Ryan se agarravam quase consumando atos ali mesmo. Ela passou reto e pegou as toalhas em seu banheiro. Ela realmente havia estranhado a demora dos dois em irem ao banheiro. É!
Ela entregou toalha aos meninos. Ela era doente pelo Justin, mas era como se ele fosse um velho amigo. E ela achava que o Chaz tinha o sorriso mais encantador que já vira. Superando até mesmo o de Bieber.
***
Bia acordou cedo e foi bater no quarto do Ryan, onde Mari dormiu. Ela entrou lentamente, ambos estavam de conchinha dormindo profundamente. Ela sacudiu a amiga e as duas saíram, se arrumaram e foram na manicure.
Os meninos foram acordar só quando elas já haviam voltado. Bia tinha francesinhas delicadas nas unhas das mãos e dos pés. Mari usava um rosa coral lindo.
Almoçaram, o estomago de Bia revirava, aquela deveria ser a grande noite. Eram cerca de três da tarde quando uma equipe de maquiadores e cabeleireiros chegaram na casa da menina pra começarem os trabalhos.
Bia usava um coque todo arrumado, lindo. Infelizmente estava muito calor pra usar o cabelo solto. Mari fez uma trança embutida maravilhosa.
Os meninos não fizeram nada demais, aliás, apenas jogaram vídeo-game a tarde inteira. Eram cerca de sete horas da noite quando todos foram se trocar. As oito deveriam estar no salão, antes dos fotógrafos da festa. Pra não estragar a surpresa de todos. Inclusive da mãe da garota. O que ela estava armando?
Bia entrou em seu quarto com Mari. Os meninos estavam amontoados no quarto do Bieber.
Bia vestiu o seu vestido com um corpete roxo em pedrarias, e a saia mais levinha em tom de lilás parecendo uma seda. Ela pegou a caixa que continha o resto do vestido, que seria usado a meia noite e colocou a caixa em cima de sua roupa. Ela vestiu a sandália prata que usava e a maquiadora se aproximou dela pra maquiá-la.
Mari saiu do banho e vestiu seu tomara que caia vermelho super justo e curto. Com sua sandália preta, colocou o comprimento de sua trança a cair pelo seu ombro, passou seu perfume, colocou sua gargantilha, os brincos e tcharam, estava pronta pra maquiagem.
Quando Bia terminou de se maquiar, ela foi colocar seus acessórios e desceu com a caixa até a sala, pra dar os últimos retoques em seu cabelo.
Sua mãe estava em seu quarto, espremendo-se pra colocar a barriga de oito meses no vestido. Ela já estava maquiada e penteada.
Mari desceu minutos depois. Dos meninos, o primeiro a descer foi o Butler, queria ver sua amada pronta. Ele usava um terno preto – todos eles iam de preto – com uma camisa branca e uma gravata rosa bebe. Ele adorava ser discreto, assim como Chris, que foi o segundo a descer em seu terno, com uma camisa azul clara e uma gravata preta.
Eis que o carnaval que desceu depois era o Chaz, ele usava o terno com uma camisa vermelha e uma gravata preta. Bia sorriu ao vê-lo. E quando ele sorriu de volta, ela esqueceu a cor berrante de sua camiseta e esqueceu também da vida, perdida no sorriso perfeito do garoto. Bieber desceu rápido, ele usava o terno com uma camisa roxa e uma gravata lilás, no tom do vestido dela, combinando. Ela sorriu ao olhar nos olhos castanhos dele.
Entraram todos divididos em dois carros, um dirigido pela mãe dela, outro pelo pai. Foram pro salão. Entraram disfarçadamente. Os meninos ficaram no pequeno ‘camarim improvisado’ atrás do palco conversando junto comigo. Os fotógrafos chegaram, e eu saí dali. Apenas as luzes do salão iluminavam o local.
***
O salão estava enchendo, ela recepcionava os convidados que estavam chegando na porta de entrada. Chaz, Ryan e Chris estavam sentados em um canto mais escuro do salão. Se camuflando e comendo. Bieber estava conversando com sua mãe no telefone.
Mari queria estar com Ry, mas se ficasse lá, as meninas do colégio iam descobrir mais cedo a surpresa.
Uma bandeja cheia de palitinhos de queijos quentinhos foram entregues pra Justin. Ele se deliciava, twittava algumas coisas, bebia alguns coquetéis fracos. A meia noite estava chegando.
***
Mari era a única que sabia do plano todo.
Todos os convidados já haviam chegado, e Bia já estava com Justin no camarim lá atrás. Ela colocou sua cartola na cabeça (http://migre.me/3NRhv), meio de lado, ajeitou o vestido e deu o ok pra sua amiga que subiu no palco, as cortinas se abriram.
– Um minuto de atenção, por favor. – Ela sorriu. – Queria que todos levantassem e chegassem perto do palco. – Ela voltou a sorrir.
Bia estalava os dedos enquanto a cortina se fechava. Justin tirava o paletó e colocava uma jaqueta dos Yankees em tom de azul celeste. Ela sorria ao ver aquilo.
A cortina fechou e o burburinho começou. Justin sentou onde estava um banco alto e o violão, e começou a tocar uma música que não era a que Bia tinha combinado com ele. Mas ele sorriu piscando o olho e ela entendeu que aquele era o presente dela, uma musica só pra ela.
Ele começou a dedilhar alguns acordes, como se ele estivesse fazendo uma intro gigante. As cortinas se abriram e todos bateram palmas. Com o capuz, ele ainda estava oculto.
Ela entrou no palco com um microfone na mão, pra enganar. Todos aplaudiram mais alto ainda. Ela colocou o microfone no pedestal.
A musica do violão cessou. E então, uma musica mais sexy foi tocada, ela não entendia muito bem, mas era algo com um embalo mais sexy, uma mistura de Usher com a musica da pantera cor de rosa. Parei na frente de Justin que estava de costas pra platéia e pus minhas mãos sobre seus ombros. Eu estava maior do que ele que estava sentado. Todos gritaram.
Fiz a volta nele e fiquei de costas pro publico, passei a mão por seus braços e puxei seu capuz. Mostrando seu boné vermelho também dos Yankees. Mais gritos eu ouvi. Sentei-me ao banco ao lado dele e ele virou se revelando. Gritos histéricos foram ouvidos. Os acordes pararam e ficaram apenas os gritos. Ele largou o violão no suporte e pegou o microfone, um som alto ecoou pelo salão.
Ele começou a cantar segundos depois. Ela estava extasiada, era melhor do que esperava.
‘’Hey miss beautiful
I've never seen you before
And I would like to be the one 
To show you I am cool and all
Hey little momma would you back on yah
Looking so good that I just want to telephone her

She's my latin girl
Oooo pretty lady don't you think it's crazy
She's my latin girl
Oh she tries to fight but she knows she likes it’’
A musica era dançante, pessoas ali nao sabiam se gritavam ou dançavam. Bia estava de mãos com Justin no inicio da musica, quand chegaram ao refrão, Justin puxou-a pela cintura, diminuindo a zero a distancia de seus corpos. Ele estava com uma mão em suas costas.
Com as mãos livres, Bia foi tirando a jaqueta dos Yankees do corpo de Justin, fazendo as garotas da festa irem ao delírio.
Justin piscou o olho e então ela atirou a jaqueta pra enorme platéia do seu aniversario.
A musica tinha um ritmo bom, ele remexia o corpo pra um lado e outro, com as pernas entrelaçadas. Sua perna direita estava entre as pernas dela, e a esquerda, encostava na perna direita da garota.
Ele sentia eu corpo quente, achava que era por causa das roupas. Ela sentia o calor subir e descer, como se fossem mãos que tocavam a pele de suas pernas. Ela estava, excitada. É! Pelo Justin Bieber? É! E no meio de sua festa de quinze anos.
A musica estava acabando, foi então, que ele selou os lábios aos dela, fazendo ecoar gritos por todo o salão, gritos de felicidade, de ciúme, de histeria pura. O selinho longo acabou ao fechar das cortinas. Ele tirou o boné e ajeitou o cabelo, colocando o paletó enquanto uma moça já colocava a parte bufante de seu vestido nas presilhas do corpete. Em segundos o pequeno e curto vestido era um longo vestido de festa, típico de quinze anos. As luzes se apagaram e a valsa começou a tocar baixinho, alguns garçons ajudaram todos a voltarem pros seus lugares. A pista era dela, toda dela.
As cortinas foram se abrindo lentamente, a valsa foi subindo lentamente de volume, e Justin a guiou pelos degraus pra fora do palco. Ele tirou uma rosa vermelha do seu bolso. Lhe entregando. beijou sua testa a fazendo sorrir.
Ele lhe deu a mão e a conduziu como a primeira pessoa a valsar com ela. Depois de longos segundos, seu pai estava se aproximando quando Justin tirou do bolso uma caixinha com um anel de brilhantes.
– Presente de Atlanta. – Ele sorriu, o encaixando no seu dedo. Beijou sua mão e lhe entregou ao seu pai.
Justin voltou pra perto de seus amigos, Mari agora estava ali com Ryan.
O resto da valsa foi guiado pelos tios, amigos, avós. Depois Chris, Ryan, Chaz e por ultimo, levando-a novamente pra cima do palco Justin.
Ele saiu por trás. Ela não sabia como agora não havia nada no palco. As luzes apagaram como um apagão geral e as primeiras batidas de Swedish House Mafia feat. Pharrell Williams - One (Your Name) começaram a tocar. Um barman surgiu de cada lado dela. Segurando um em cada mão dele. O inicio da musica estava tudo escuro. Um holofote foi aceso nela assim que a cortina se abriu.
Quando o agito da musica finalmente começou, os barmans ergueram ela sob seus ombros e desceram as escadas, indo até a pista, colocando-a no chão. Um holofote ligou em cima de cada lado do palco, onde barmans sem camisa dançavam sensualmente em cima das mesas.
Os que estavam com ela, também sem camisas, dançavam sensualmente com ela no meio da pista.
As luzes do lado do palco se apagaram e logo a musica ainda tocava na pista com a luz verde iluminando o local. Em questão de segundos, os barmans que estavam do lado do palco agora estavam dançando sensualmente com ela e os outros dois.
Um loiro dos olhos azuis penetrantes dançava com ela enquanto os outros traziam as convidadas pela mão até o salão pra dançar.
Quando a musica acabou, os dois meninos voltaram pro lado do palco e começaram a fazer os drinks, os outros dois seguiram dançando com outras garotas. Meio que a ignorando agora.
Tudo isso porque ao fim da musica, Justin olhava pra eles com cara de bravo, de poucos amigos mesmo. E foi até ela, começando a dançar com ela bem no meio da pista.
Chaz começou a se agarrar com uma prima da Bia e Ryan estava em uma mesa com quatro garotas conversando. Sortudo!
Dançaram todos a noite inteira ali. Ela tirou fotos com todos temendo que nunca mais os visse.
Justin foi querido ao tirar fotos e dar autógrafos aos convidados.
***
A festa havia acabado, Bia estava no jardim, olhava a água reluzente da piscina com os pensamentos no ar.
– Hey, o que passa? – Justin sentou do lado da garota.
– Hora de acordar. – Ela lamentou, olhando pro anel de brilhantes em seu dedo.
– Por quê? – Ele perguntou, sem entender o que se passava.
– Você, seus amigos, minha festa. Tudo acabou. – Ela limpou uma lagrima, se escondendo de Justin.
Ele segurou o queixo da garota, olhando fundo nos olhos negros dela. E sem dar tempo pra ela pensar, selou seus lábios.
– Só acabará quando você quiser. – Ele disse, com a testa colada a testa da garota. Ele podia sentir sua respiração irregular.
– Como? – Ela rolou os olhos pra cima, olhando nos olhos cor de mel do garoto.
– Eu posso ficar se você quiser. – Ele sorriu.
– Eu não posso te pedir isso. – Ela deu um breve sorriso.
– Você não está pedindo. – Ele sorriu. Ele segurou a cintura da garota e a puxou, colocando-a sentada em suas pernas.
– Jus... – Ela suspirou, colocando a cabeça no ombro do garoto.
– Vamos combinar uma coisa?
– O que? – Ela sorriu.
– Eu vou ficar aqui, até o inicio do seu ano letivo. Estou de férias mesmo. Os meninos ficam aqui comigo.
– E depois? – Ela olhou pra baixo.
– Se tudo der certo, você termina seu colegial durante o ano.
– Se tudo der certo. – Ela pronunciou as palavras dele.
– Vai dar. – Ele disse, otimista.
– E depois?
– Eu venho te ver no meu jatinho quando eu tiver uns dias de folga. Já não terei mais que me preocupar com professoras particulares.
– E...
– Aí eu te levo comigo pra Atlanta. – Ele riu.
– E me dê um bom motivo pra você me levar. – Ela sorriu, pensando que ele não teria uma resposta.
– Quer namorar comigo?
Feito por: Lovesick


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